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sábado, 20 de outubro de 2012 | By: Nilson Nobre.

Resenha Literária #8: O Ladrão De Raios

Título: O Ladrão De Raios (Percy Jackson & os Olimpianos #1)
Autor: Rick Riordan
Ano: 2008
Editora:  Intrínseca
Categoria: Ficção/Aventura/Mitologia Grega

Sinopse: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Resenha:

O início de um vício.

               Sabe aquele livro que você lê e não se cansa? Que você fica ansiando por mais, mais e mais? Essa foi o tipo de sensação que tive ao ler "O Ladrão de Raios". A narrativa do Rick Riordan é simplesmente ótima e fácil de acompanhar. Não existe um só momento no qual o livro deixe a desejar ação. Tudo é muito intenso e envolvente do início ao fim. Você simplesmente não consegue mais largar.

           Me lembro perfeitamente bem do instante em que tive vontade de comprar essa saga. Eu já tinha visto na livraria, só que nunca havia me interessado muito, mas numa determinada tarde eu resolvi comprar e ver o que achava, pois bem, não me decepcionei. Muito pelo contrário, corri pra livraria e comprei os outros quatro livros da saga.

             O Percy não é um protagonista chato, sem sal ou bobo. Ele é forte, irônico e cheio de si. É impossível não rir em quanto se lê esse livro. Apesar de ser um livro jovem, ele tem muitas mensagens inteligentes que te fazem refletir.

             Os demais personagens do livro também são muito bem construídos, todos possuem personalidades distintas, o que torna a história bem diversificada. Amo a Annabeth e o Grover. Eles são simplesmente ótimos e algo me diz que a Annabeth não vai ser só amiga do Percy nos futuros livros não.


           O livro possui cada cena de ação que você fica sem fôlego. A história é surpreendente e o fim da mesma tem um tom de drama que quase te faz chorar. No geral, recomendo o livro a todos que sentem vontade de ler. Eu garanto que vocês não irão se arrepender.

  • TRECHO DO LIVRO  •


"A mão dela deslizou até o colar. Ela manuseou uma conta branca vitrificada, na qual estava pintada a imagem de um pinheiro, um dos seus marcos de fim de verão, em argila. 
– Digamos apenas que não morro de amores pelo Senhor dos Mortos. Você não pode ficar tentado a negociar sua mãe.  
– O que faria se fosse seu pai?
– Essa é fácil - disse ela. - Eu o deixaria apodrecer.
– Sério?
Os olhos cinzentos de Annabeth se fixaram em mim. Estavam com a mesma expressão que vi no bosque, no acampamento, no momento em que ela puxou a espada contra o cão infernal." (Págª 208)  

  

Postado por: Nilson Nobre

quarta-feira, 4 de abril de 2012 | By: Nilson Nobre.

Resenha Literária #1: A Menina que roubava livros.


Título: A Menina que roubava livros.
Autor: Markus Zuzak.
Ano: 2008.
Editora: Intrínseca.
Sinopse: 
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em A Menina que Roubava Livros. Desde o início da vida de Liesel, na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual do Coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve.  Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte.  O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena. 

Resenha:

          Como esquecer Liesel, ou melhor, saumensh? Como esquecer Rudy, o eterno saurkel? Dos momentos na rua Himmel? Das grosserias da mamãe? Das noites em que o papai ficava ensinado Liesel a ler no porão? Dele tocando acordeão para ela? Ou das noites que ele passou com ela até que o medo que ela sentia passasse totalmente?
          Todo o livro é magnífico.  A história é linda e memorável. A maneira como Zuzak constrói a história faz você se apaixonar por cada um dos personagens. 
        Na verdade, terminar o livro é uma tarefa DIFICÍLIMA, pois você não quer abandonar a história. 
        Ainda me lembro, como se tivesse sido ontem, do momento em que terminei de ler este livro. Foi mais ou menos em agosto do ano passado. Passei uma semana angustiado e mais três meses com uma saudade desenfreada dos personagens. "A menina que roubava livros", é um dos livros que relerei com absoluta certeza. Quero muito sentir os personagens ao meu lado novamente. Sorrir e me emocionar a medida que a história se constrói.
         Essa história foi a mais emocionante que já li até o presente momento. Deus do céu, o que foi aquele fim? Eu lia cada frase com um nó enorme na garganta me sufocando. As lágrimas brotavam dos meu olhos sem que eu nem percebesse. Eu senti a dor que liesel sentia naquele momento. Era como se eu tivesse perdido membros da minha própria família e tudo que eu queria era poder dar forças a Liesel.
        Em linhas gerais eu super-recomendo o livro a quem deseja dotar personagens para o resto da vida. Essa história vai fazer você rir, chorar e amar. Rir da inocência de uma criança, chorar pelo drama da situação e amar cada personagem como se fossem membros da sua família.

"Tive vontade de dizer muitas coisas à roubadora de livros, sobre a beleza e 
a brutalidade. Mas que poderia dizer-lhe sobre essas coisas que ela já não 
soubesse? Tive vontade de lhe explicar que constantemente superestimo e 
subestimo a raça humana — que raras vezes simplesmente a estimo. Tive vontade 
de lhe perguntar como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e 
ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes. " 

(Epílogo - Página: 382)


Postado Por: Nilson Nobre.