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sábado, 8 de setembro de 2012 | By: Nilson Nobre.

Interagindo #2: Onze perguntas.

Olá gente! E ai, como estão?
Vi esse meme no blog Livros... Eu quero sempre ler e resolvi responder as perguntas aqui no blog. Espero que gostem. 

1. Qual seu estilo literário?
Sou bem eclético. Leio de tudo.


2. Qual livro você recomendaria?
A Menina que roubava livros e a saga Percy Jackson e os Olímpianos. 

3. Eu, em uma das perguntas comentei que deixo de comprar roupas para comprar livros e você? O que você deixaria de fazer para comprar livros?
Eu tenho absoluto controle dos meus gastos, então nunca precisei deixar de comprar algo para comprar livros e nem pretendo deixar. 

4. Você compra o livro pela capa?
Acho que todo mundo compra, afinal, essa é a função da capa, encantar o leitor de cara.


5. Você gosta de Séries ou prefere Histórias únicas sem continuação?
Ambas.


6. O que acha de Fanfics(conto escrito por terceiro, no caso por fãs de algum livro)?
Adoro fanfics e até escrevo também. Quem quiser conferir: http://fanfiction.com.br/u/148251/


7. O que você acha de literatura nacional?
Acho maravilhosa. Temos muitos autores bons que infelizmente não são valorizados. O que me irrita é o fato de muitos autores nacionais fazerem livros com fórmulas estrangeiras. Nós, escritores, temos que valorizar a nossa cultura e escrever da nossa forma. Não copiar um autor best-seller achando que vai fazer o mesmo sucesso que ele.


8. E estrangeira?
Se eu disser que leio mais livros nacionais que estrangeiros estarei mentindo, então posso dizer que é nela que estão os meus livros favoritos.


9. Você compra mais do que pode ler?
Sim. Comprar livros é um vício, mas como eu disse, eu me controlo na hora de gastar.


10. Qual livro você está lendo nesse momento?
Um Mundo Brilhante, mas tô muito afim de interromper a leitura e ler Estilhaça-me.


11. Qual livro você Levaria para uma ilha deserta?
Nossa, por mim levaria todos os que eu tenho pra ler aqui na minha estante, mas no momento seria Estilhaça-me, pois quero muito ler esse livro.


É isso ai e até breve.
Postado por: Nilson Nobre
domingo, 10 de junho de 2012 | By: Nilson Nobre.

#3 Benevolência - O Segredo de Bonnie


Os alunos entravam apressadamente na escola.
Damon e Elena estavam parados, um de frente para o outro, na frente da escadaria que dava acesso a entrada da escola. Um vento frio passou por eles, fazendo com que o cabelo de ambos se movessem, em direções opostas.
– Boa aula. – disse ele por fim, partindo em direção a calçada.
– Espera! – gritou Elena discretamente. Damon virou – se para ela e sorriu. – Obrigado por se preocupar comigo.
Ele se aproximou dela novamente, tocou em seu rosto e falou:
– Você sabe que não precisa me agradecer.
Deixando – a sem ação, ele partiu.
Elena subiu as escadas lentamente, sem ao menos perceber que Stefan estava observando tudo do outro lado da rua.
•••
Ao entrar na escola, Elena foi de imediato surpreendida por Caroline, que gritou ao chamá-la, fazendo com que todos olhassem em sua direção. Constrangida, Elena abaixou a cabeça e seguiu em direção a Caroline, que usava uma blusa branca com uma jaqueta jeans azul e uma calça preta.
– A Bonnie não vem hoje. – disse ela num tom estressado.
– Bom dia pra você também, Caroline. – Elena estava com os braços cruzados.
Mexendo um pouco a cabeça para a esquerda, Caroline a ignorou e se levantou da bancada onde ela estava sentada.
– Eu estou falando sério, Elena. – A expressão no rosto de Caroline era realmente séria. – A Bonnie não é de faltar e por hipótese alguma ela faltaria logo hoje, no dia do aniversário dela, afinal ela sabe como eu ligo pra essas datas.
Elena concordou com um aspecto de riso no rosto e ambas saíram andando uma ao lado da outra.
– Você perguntou a ela o motivo? – perguntou Elena.
– Sim, mas ela não respondeu, aliás, ela disse que estava cansada e eu sei que isso é mentira. Ela tá cansada do que? De passar o fim de semana em casa fazendo nada? – Caroline falara aquilo tão séria que Elena teve de conter o riso que brotava de seus lábios mais uma vez. – A Bonnie acha que eu sou uma idiota. – completou ela por fim.
–Mas e...
– E pra completar, o Tyler não atende as minhas ligações há cinco dias – disse Caroline nervosa, interrompendo Elena que tentara falar anteriormente.
Caroline franziu a testa e bufou de raiva.
– Se ele acha que vai me trair com uma vadiazinha qualquer, ele está muito enganado.
Elena olhou cética para Caroline pelo que ela havia acabado de falar.
– Tyler nunca te trairia. Ele já provou que te ama inúmeras vezes. – Elena falara aquilo com calma. – E a Bonnie, disse se ia ou não para a festa? – completou ela tentando, em vão, cortar o assunto sobre a vida amorosa de Caroline.
Caroline pareceu refletir sobre o que Elena havia acabado de falar.
– Tipo quando ele tentou me matar? – Caroline se referia ao momento em que Tyler era controlado pelo Klaus. Ela desafiava Elena com o olhar.
Elena bufou.
– Tudo bem – disse Elena – Tyler te odeia e te trairia com a primeira biscate que aparecesse na frente dele. Está bom pra você? Ou quer que eu fale mais alguma coisa?
Caroline deu de ombros.
– Mas, e a Bonnie? – perguntou Elena, esperando que Caroline finalmente respondesse.
– Ela confirmou que ia para a festa. Que a propósito vai ser no porão da mansão dos Lockwood, onde Tyler se refugia quando vai se transformar.
Elena a olhou com uma cara de nojo.
– Tinha um lugarzinho melhor não? – Elena riu ao falar aquilo.
– Ai, para Elena! – Caroline parecia estar estressada. – Eu organizei tudo sozinha e de última hora, não venha colocar defeitos.
Elena sorriu novamente e abraçou a amiga. Elas entraram na sala e se sentaram. Matt que se sentara numa banca frontal a da Elena e a esquerda da banca da Caroline, virou- se para o lado e desejou bom dia as garotas, em coro, as duas responderam:
– Bom dia, Matt.
A aula começara. Por um segundo, a lembrança do casaco vermelho de camurça veio à cabeça de Elena.
– Caroline – Chamou ela baixinho.
– Oi – Caroline respondeu ao virar-se de lado.
– Eu esqueci algum casaco de camurça vermelho na sua casa?
Caroline pensou por um segundo.
– Não que eu lembre. – respondeu ela por fim.
– Tudo bem – disse Elena ao olhar para frente.
A dúvida eloquente não deixava a cabeça de Elena em paz. Onde estaria aquele casaco? Elena sabia que não havia perdido ele, pois cinco dias atrás, ela o usara para ir à casa da Bonnie.
terça-feira, 1 de maio de 2012 | By: Nilson Nobre.

#2 Passos Solitários: O Segredo de Bonnie.


O céu amanhecera nublado naquela manhã em Mystic Falls.
Elena se levantara cansada, a preocupação com o que poderia ocorrer no dia seguinte atrapalhava seus sonhos e isso já havia se tornado uma rotina, afinal, nos últimos dois anos a vida dela havia mudado completamente.
Alongando-se, ela foi até o banheiro e vinte minutos depois, saiu de lá.
– Jeremy!- gritou ela ao esquecer que seu irmão não estava mais ali, ao seu lado. A saudade era enorme e com um nó na garganta, ela interrompeu o chamado. Colocando o cabelo para o lado, ela virou-se para trás e pegou o celular que estava na penteadeira.
Nele haviam três novas mensagens, todas da Caroline.
Aquele era o dia do aniversário da Bonnie e elas queriam fazer algo especial para a amiga, afinal, não é todo dia que se completa 18 anos.
“Estou lembrada sim”, digitou Elena e logo depois clicou em enviar.
Ela desceu as escadas e colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha, lembrou-se de pegar o casaco. Estava frio naquela manhã. Elena vasculhou o quarto e por tremenda falta de sorte, não o encontrou.
– Tudo bem, é bom sentir frio às vezes. – falou ela ao jogar de volta a gaveta uma blusa azul que estava em sua mão.
Desceu as escadas novamente, tomou o café da manhã e pondo a mochila nas costas, partiu em direção ao colégio.
•••
Gotas de chuva escorriam das folhas das árvores e batiam suavemente no rosto de Elena. A chuva da noite anterior havia sido forte, com direito a raios e relâmpagos, mas naquele instante tudo estava calmo, e Elena, bem, caminhava lentamente com as mãos no bolso da calça.
Numa fração de segundo, Elena sentiu que estava sendo observada.
Olhando para trás, ela viu um homem alto, com um casaco preto, que por sua vez possuía um capuz que a impedia de ver os olhos dele, na terceira árvore atrás dela, com o braço, aparentemente musculoso, apoiado na árvore. Elena não tinha certeza, mas podia jurar que ele estava sorrindo para ela. Enquanto o observava, ela continuava a andar. Seu corpo tremeu ao trombar em alguém.
– Surpresa, mocinha. – falou Damon ao segurá-la com os dois braços, fazendo-a olhar diretamente para ele.
Ele estava com aquele risinho sarcástico que fazia Elena delirar. Ao ver aqueles belos olhos azuis, ela passou um minuto “hipnotizada”. Ele sabia como provocá-la e estava fazendo aquilo do jeito certo.
Acordando do transe, ela bateu no peito dele.
–Não faça isso de novo. – disse ela.
Ele sorriu novamente e a tocou no rosto, o puxando para a direção dele.
– Essa carinha nervosa, te deixa mais desejável ainda.
Constrangida, Elena empurrou o braço dele e o fitou com um olhar sério. Ele fez um bico e logo após falou:
– Sabia que não é muito seguro andar olhando para trás? Vampiros sedutores podem aparecer na sua frente.
Elena o ignorou, porém olhando lentamente para baixo, soltou um risinho.
– Está tudo bem? – perguntou Damon.
Ela olhou para trás e viu que o homem havia sumido.
– Tudo sim – respondeu ela – A que devo, ou melhor, a quem devo a sua visita? – completou ela se referindo a Caroline.
– A vampira-barbie me pediu para te lembrar que hoje é o aniversário da bruxinha. – Damon fez um bico ironizando a importância do recado.
“Caroline como sempre exagerada!” pensou Elena ao sorrir.
Ela e Damon começaram a caminhar juntos em direção ao colégio. O vento batia neles suavemente. Ambos estavam com as mãos no bolso.
– Só me pergunto o motivo pelo qual você aceitou vir, você sabe que não pode dar corda a Caroline. – falou Elena ao colocar o cabelo atrás da orelha.
Damon olhou para ela franzindo a testa, forçando uma expressão de espanto.
– Você não sabe? Achei que você já estivesse convicta de que eu faria até as atividades mais banais para ficar ao teu lado.
Elena olhou para o lado e sorriu.
– Tudo bem, garanhão. – disse ela. – Já chega.
Ele colocou o braço no ombro dela e sorrindo, com a boca ao lado da orelha de Elena, sussurrou:
–Se você quer assim.
Ela não conteve os arrepios e o empurrou. Ele sorriu, e assim, eles continuaram andando em direção ao colégio, na rua onde era possível ouvir apenas o barulho do vento e dos sapatos deles ao entrar em atrito com o chão.
•••
O tal misterioso homem que observava Elena, estava, naquele momento, a dois quarteirões da casa dela. Tirando o capuz da cabeça ele soltou um sorriso ao sacar o celular do bolso. Seu cabelo era loiro escuro, sua pele era alva e seus olhos eram azuis. Ele discou oito números e colocou o celular ao lado da orelha.
– O que você quer? – perguntou uma mulher de voz doce no outro lado da linha.
Ele sorriu.
– O vampirinho estava com ela hoje. – Naquele instante, ele observou uma mulher de aparentemente vinte e três anos que passara ao lado dele.
A moça do telefone bufou.
– Não queria mais mortes- disse ela por fim. – Sem problemas, Nathaniel, não desfoque do seu objetivo principal. Deixe o resto comigo.
Ela desligou sem dar a ele o direito de resposta.
Virando - se para trás, ele viu que a tal mulher havia parado para se alongar. Ela era morena e vestia uma roupa vulgarmente justa. Ele a fitou. Ela respondeu com um sorriso malicioso.
– Acho que um pouco de diversão não atrapalha ninguém. – disse ele, num tom baixo, ao sorrir e partir em direção a tal mulher.
Ao chegar nela, sem aviso prévio, ele a empurrou com violência fazendo com que ela batesse de costas numa árvore. Ela sorriu, desejando que ele se aproximasse. Ele a agarrou e a beijou, seus corpos estavam colados, um exalando calor para o outro, até que meio segundo depois, os olhos dele adquiriram um tom de dor e vermelhidão.
Ele puxou o cabelo dela para o lado e cravou os dentes em seu pescoço. O que de início era um leve gemido, se transformou num grito agudo de dor que ecoou pela rua vazia. Após matá-la , ele a colocou no ombro direito, limpou o sangue que escorria pelo canto direito da boca com a mão e começou a andar, cantarolando algo parecido com Rolling Stones.
domingo, 29 de abril de 2012 | By: Nilson Nobre.

#1 Prólogo: O Segredo de Bonnie.


O vento soprava com violência as folhas das árvores.
A luz da lua era a única iluminação que a floresta possuía, mas lá estava ela, desafiando os limites impostos a seu frágil e delicado corpo.
Ela sabia o que tinha de fazer, ou pelo menos ela achava.
Atravessando a parte densa e úmida da floresta e deixando para trás a escuridão, ela chegou no lugar que deveria. Era um terreno circular de 10 metros de diâmetro no meio da floresta, inclusos nele, haviam três círculos dispostos um ao lado do outro de forma triangular, com uma tocha apagada no centro, que acendeu assim que a garota a mirou.
De repente, acompanhando a tocha, as linhas que delimitavam os círculos acenderam-se em chamas. Dentro do primeiro havia um casaco vermelho de camurça, no segundo três fios de cabelo loiro e no terceiro um coração ainda pulsante.
Angrecton, Ledrion, Amisor, gritou a jovem bruxa.
Naquele instante as chamas se intensificaram, sobrepondo todos os objetos. Meio segundo depois as chamas sumiram e a garota bufou. Agora não havia mais como mudar as coisas. Ela se recompôs e partiu em meio a densa e negra floresta.
Tudo estava concluído. Aquela tinha sido a decisão dela. Bonnie agora teria de aguentar as consequências.